Então, galere. Brendinha aqui se vai para um lugar pior melhor. Para um lugar mais conhecido como inferno. Nada mais apropriado, vide meu antigo nick. Ok, sem tanto exagero. Vou pra Pernambuco, nessa madrugada do dia 16 (de terça pra quarta, dã). Sei que vocês vão sentir minha falta -n, e por isso vou deixar meu email.
Sério, vou ser mais felizinha lá se vocês me mandarem *_*. Não vou poder entrar aqui com frequência, mas acho que todo dia abrirei o email. Então, mesmo quem não fala muito comigo, pode mandar email com corrente, spam, piada, vídeo pra salvar minha alma, powerpoints de 1990, pedido de doação, vírus, o que for *carente*. Prometo que respondo a todos ;_;
Quem gosta de escrever, pode me mandar uns gayporn também 8D mesmo que não sejam seus, sou super a favor do plágio, ok -n.
Meu email é esse: brenda.wendy@live.fr. Se preferir o Google à Microsoft, pode mandar para unfashionerd@gmail.com. Enfim, amanhã é meu último dia nesse mundo -q. Não esqueçam de mandar email :}
Beijos, tenham um feliz Natal e um próximo* ano novo. Bebam todas e mais algumas no Reveillon, dêem a bunda na Paulista, façam macumba em Santos e usem dorgas nos morros.
Que a felicidade de todos vocês cresça como um tumor maligno.
(*já notaram que tem umas placas com essa espécie de "licença poética" - me recuso a acreditar que existem seres-humanos nesse nível de acefalia -, que em vez de PRÓSPERO, usam PRÓXIMO? Portanto, em homenagem a tais seres, tenham todos um próximo ano bem novo.)
P.S.: Aparecerei aqui esporadicamente para relatar-lhes minha viagem. Mas como tenho certeza que será uma merda, não esperem muitas coisas legais. Para fotos, acessem meu Flickr, que acabei de criar, btw.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Adeus, ano velho... wait, what
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tags: blog, comédia da banalidade, dorgas, felicidade é uma escolha, gayporn, mecoma, pessoas, terra da garoa, viagem
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Lazarus
Eu só queria d e s t r u i r algo b e l o. Me c o n s e r t a r antes de ser de uso p ú b l i c o, intermediária em relações i n ú t e i s baseadas em amor fraternal e s q u e c i d o. Mas tudo o que eu consigo é m e d o e d o r e isso não me serve (nada-serve-nada-muda-nada).
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domingo, 13 de dezembro de 2009
Quarenta e três minutos
Domingo, as ruas cheiram à pizza quente e maconha. Não está escuro, mas não enxergo nada. O vento frio anestesia minha carne e machuca minha pele, mas está uma noite agradável. Aqui dentro é que não está, e por isso quase corro, tentando fugir de tudo o que sinto. E não, não falo de dor emocional. Meu coração bate forte, e bate e bate e bate, minha respiração falha e minhas mãos tremem; sinto medo. Suando frio. Casais se beijam encostados em postes e (quase) sinto inveja, amigas conversam sentadas no banco da praça e (quase) sinto inveja. Gostaria de estar longe, muito longe. Planejo o que direi a ela quando voltar, apenas por saber que ela não estará mais aqui.
Desejo ardentemente a intersecção entre sonho e realidade; não quero nenhum dos dois por completo. Sonhos sujos não valem nada em uma realidade limpa, quase transparente, totalmente insípida. Penso em coisas bonitas para escrever, para me acalmar, o que quer que seja, mas apenas engulo em seco e cuspo o gosto de nicotina em minha língua.
Queria estar com você (vocês).
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Dez coisas aleatórias sobre mim
2. Sou viciada em internet, faço tratamento e tal
3. Rôo unhas compulsivamente desde os 4 anos
4. Sou completamente louca, apaixonada, obcecada por ovelhas
5. Meu aniversário é no dia do agricultor e meu nome significa espada/brasão
6. Odeio tirar fotos
7. Gosto de cantar músicas em línguas estranhas
8. Tenho a intenção de decorar o Lorem Ipsum, não sei o porquê
9. Já comecei cursos de Japonês, Espanhol, violão, teatro, artes e não terminei nenhum deles
10. Gosto mais de tomate, pepino e repolho do que de chocolate
(na foto, Baby Rorschach, já que é pra ser aleatório)
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Quando você pensa que eu ainda não era inútil o suficiente...
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Brian Molko, 10 de dezembro de 1972
Não poderia precisar quando você se tornou tão importante pra mim. Nunca fui do tipo de fangirl de banda, que surta ao ouvir a introdução de uma música ou uma voz. Nunca procurei vídeos de entrevistas no youtube, apenas pra me sentir mais perto de algum artista. Mas por você, cheguei ao ponto máximo da ashamed fangirlness: ler fanfics com pessoas reais.
Brian, não sei em que me identifico mais com você. Talvez por ser uma bicha louca e um pai de família (?) ao mesmo tempo, talvez pelas letras que me descrevem melhor do que eu poderia, talvez por você entender o que é ser diferente, como é ser são em um mundo de loucos, louco em um mundo de sãos. Só sei que você é importante pra mim, como se tivéssemos sido apresentados quando ouvi My Sweet Prince pela primeira vez e, desde então, tenhamos nos conhecido melhor e melhor e melhor. Você transliterou minha alma em música, eu transliterei sua música em alma.
Você está ficando quase velhinho, agora. Trinta e sete anos, afinal. E meu amor por você só cresce. Brian Molko, my sweet prince, you are the one. ♥
Aleatoriedade feliz
Atraio futuros engenheiros químicos. Orgulho e Preconceito é bom demais. Red Dragon é foda, mas só conseguia pensar no Voldemort e em punheta no bandejão enquanto assistia. Hoje começo a ler Entrevista com o Vampiro. Já fiz minha bagagem de livros, a de roupas que é bom, nada. Dexter tá foda demais, season finale djá. Meu amor por The Big Bang Theory voltou a crescer, alguém quer me dar de presente?. Hoje é aniversário do Brian e do Voldie ♥ mas isso desenvolverei em posts maiores, mais tarde. Que saudades da Nana. Estou felizinha.
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tags: amor(es), cinema, comédia da banalidade, cult, livros, obsessões, placebo, random, retardada
E agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
... not.
Começou quando eu conheci a Nana. É engraçado, porque a gente namorava, mas ela falava tanto dele que parecia propaganda (!). A Voldie isso, a Voldie aquilo. Eu morria de ciúmes, mas o que ouvia dizer dela fazia com que sentisse uma simpatia inexplicável. Então, ela entrou numa comunidade que eu participava. Ela não sabia que a Nana também participava, nem sabia que eu era eu, mas acho que a Nana contou. Quando vi seus primeiros posts (já tinha dado uma boa stalkeada em seu orkut, confesso), notei que a Nana tinha esquecido de me contar que ela não era exatamente uma menine. Era o melhor de dois mundos!!111 *dorgas* E então, adicionamo-nos no MSN. Morri de medo quando vi "Voldie - Você deseja adicionar esta pessoa aos seus contatos?", mas cliquei em sim, ainda bem. E, começando a conversar com ela, notei que ela era, hm, especial, por falta de adjetivo melhor.
Com o tempo e a intimidade, ele me deu broncas épicas, discutimos (ele falava páginas e eu "é verdade" e "nossa", o que o irritava e irrita demais. Continuo fazendo só por isso, acho 8D), me convidou pra ver Bastardos Inglórios e eu não fui por medinho, e depois, quando tomei coragem pra conhecê-lo pessoalmente, fiquei de castigo. Mas também trocamos histórias, conselhos, críticas e elogios (devíamos ter trocado cartas, mas sou preguiçosa D:) (olha, parece que o D: tá com um chapeuzinho n ooutro parentese. E nesse também: D:) Ela me abriu os olhos para um milhão de coisas. Me ensinou a ler coisas decentes e a ver filmes bons. Ainda não me arrastou pro mundo dos mangas e animes, mas parece que em breve vai conseguir. Me deu um pedala porque eu não olho as figuras das HQs, e betou minha tradução de punheta no bandejão. Quase comeu meu fígado com favas e vinho quando eu disse que o Voldemort era mau, e ficou até as cinco da manhã me falando coisas que ainda lembro perfeitamente, até me convencer de que não era bem assim. Ele me liga meia-noite e meus pais me mandam desligar. Ele é rico e vai no Villa Lobos e eu pobre e vou no SP Market, mas quem liga, ele vai me sustentar u_u (enquanto nossos onze filhos - dele comigo e com a Nana - não crescerem e montarmos um time de futebol, para então ficarmos bem ricos e vivermos de amor e gayporn). Ela diz que é seme e eu uma uke kawaii desu, mas vamos ver na prática u_u. Nós vamos fazer cosgay de Alfred/Arthur, ainda que eu mal tenha assistido 10 episódios de Hetalia, e eu obviamente serei o America, seme e grande, e ela, o uke indefeso e pequenino England.
Brincadeiras à parte, eu a amo, eu o amo (estou confusa agora). Esse nerd cinéfilo otaku escritor (não exatamente nessa ordem) me tem por completo. Ele é o Darcy e eu o Bingley (Voldie, preciso te contar dessa fic, mano!111one), ele é o Sheldon e eu o Leonard, ele é o Will e eu o Hannibal (!), ele é o João e eu a Maria. E agora vai ter que me aguentar, não largo fácil. Feliz aniversário, te vejo sem camisa no trator, e pode deixar que eu levo as cenouras. Te amo, gaydacu. ♥
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tags: amor(es), bday, felicidade é uma escolha, pessoas, voldie
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Como a fotografia de um velho filme francês
Sinto-me quase invadida. Não deverias estar aqui, intrusa, (mas está e nada posso fazer). De fato, não é só você. Aprendi a conviver contigo há muito tempo, mas quando me falta, enfim fico em paz. As outras vieram depois. E era prazer e culpa e felicidade clandestina (temporária) e temor (sem fim). Não posso nos suportar mais. Acontece a cada instante. Estou quase concentrada em histórias alheias, e me vêm, me tentam. Nada faço para impedir. Esses pensamentos são o que me conectam ao começo e ao fim, coisas das quais já deveria ter me livrado. Suas cordas que me prendem são o que poderiam me fazer livre. Mas não fazem.
--
(Gosto de parênteses. Tenho medo de que minha família leia esse blog e pense que sou louca. Tenho medo que me odeiem, não só a família. Tenho medo de tantas coisas, e medo é o sentimento que mais desprezo. Quase nunca os sinto, mas estão sempre aqui, os medos. E as manias, muitas. São seis da manhã, ainda não dormi. Quis chorar ouvindo música, mas percebi que só acontece com filmes. Ao menos acontece. Total eclipse of the heart é linda, e Julho de 83 me faz lembrar de muitas coisas, mas nenhuma específica. Fico melancólica quando tomo decisões importantes. Nunca faço o que decidi, mas é mais seguro ter tudo programado. Eu posso errar, mas estava tudo nos planos, a culpa não é minha. Patético. Minha irmã já saiu para a escola. Eu sempre esqueço do dia, mas sempre lembro do mês. Nos vimos apenas uma vez. Droga. Vou dormir.)
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tags: amor(es), dor(es), emotionless, lembranças, loucura, music, random
I really need you tonight
Every now and then, I know you'll never be the boy you always wanted to b
(Turn around)
But every now and then, I know you'll always be the only boy who wanted me the way that I am.
Forever's gonna start tonight
Forever's gonna start tonight
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I'm Jack's wasted life
"If you wake up at a different time, in a different place, could you wake up as a different person?"
Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009. Casa desconhecida, barulhos desconhecidos de pessoas desconhecidas. Você não sabe que horas são. Essa cama é desconfortável demais para você ter dormido nela por toda a sua vida, então você pode concluir que ela não é a sua cama. Onde fica o relógio? Eu sabia que iria esquecer o celular. Beatriz, eu disse pra você trazer livros bons e não Harry Potter, droga, que horas são? Nove horas. Quem diabos ousa me acordar nove horas? Eu estou de-férias (as palavras saem de minha boca como verdades irrefutáveis, como contratos assinados que permitiriam-me o direito de acordar na hora que eu bem entendesse porque eu estou de férias. Obviamente, ninguém dá a mínima.) Levanto, pensando em ligar o computador. Não há um computador para ser ligado, Jack-Julien (o coitado deve ter problemas psicológicos de tanto que muda de nome) está há mais de dois mil quilômetros de distância, mais do que seu dedo indicador pode alcançar. E então você percebe. Benção, madrinha (Deus te abençoe). Cadê meu pai? Saiu com seu padrinho. Damn. Sozinha numa casa estranha. Posso usar a academia? Pode. Posso usar a academia e o seu dvd portátil ao mesmo tempo? Não. Posso usar a academia e o som? Pode. Vou ler um livro enquanto ando de bicicleta, então. Pega mp3? Quê? Nada.
Espero que eu seja tão boa vidente quanto sou boa em geografia.
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tags: comédia da banalidade, família, rs
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Só pra constar
No momento estou:
Livro: Orgulho e Preconceito e Entrevista com o vampiro
HQ: Watchmen
Mangá: Bleach
Filme: Série Hannibal, Série Star Wars
Does it mean... happy? 8D
Viagem
E então eu percebi que passarei quarenta e cinco dias sozinha. Ninguém me conhece, ninguém. Não me sinto a vontade com muitas pessoas, e passar tanto tempo assim será... complicado. Seremos eu e meus livros, talvez alguns filmes, e alguns estranhos.
Espero voltar diferente.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Eu era
Há 10 anos:
Há 5 anos:
Há 2 anos:
Ontem:
Hoje:
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Meme - Você se fodeu por essas músicas aleatórias no PC
1. Pôe o Windows Media Player em modo aleatório.
2. Em cada questão passa à música seguinte.
3. Usa o nome da música como resposta a cada questão, sem batotice, ainda que não tenha nada a ver com a pergunta!
4. Com cada resposta deixa um pequeno comentário a dizer como relacionas a musica com a pergunta.
--
Vou chegar longe na vida?
Death Cab for Cutie - That's Incentive
Como é que os meus amigos me vêem?
François Virot - Fish Boy
Qual é a música do meu melhor amigo?
Queen - Sheer Heart Attack
Qual é a história da minha vida?
Three days grace - Never too late
Qual é a melhor qualidade dos meus amigos?
Queen - Somebody to love
Como anda a minha vida?
Death Cab for Cutie - Stable song
Qual a música que vai ser tocada no meu funeral?
Queen - Living on my own
Como o mundo me vê?
Travis - Why does it always rain on me?
Com que música faria um strip?
Death Cab for Cutie - The Sound Of Settling
O que a minha mãe pensa de mim?
Queen - We will rock you
Qual o meu maior segredo?
Damien Rice - The Rat Within a Grain
Como é a minha personalidade?
Silverchair - Paint Pastel Princess
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Tudo aquilo que o orkut limita a opções no menu drop-down:
Inspirado em Innuendo Blues.
Filhos: era uma até algum tempo atrás.
Etnia: eu sou meio amarelada, cor de Simpson, sabe?
Religião: eu achar que deus não existe vai fazer ele não existir tanto quanto você achar que ele existe vai fazer ele existir.
Visão política: preciso de óculos pra melhorar a minha.
Humor: rs.
Orientação sexual: sou orientada às quartas e sextas pelo Professor Tadura. q
Estilo: um fiat cairia bem.
Fumo: ocasionalmente.
Bebo: pouco, logo caio.
Animais de estimação: tenho um que é da vizinha.
Moro: mal.
PS:
a caderno do frajola piou diz:
*Filhos: era uma até algum tempo atrás. comofas pra deixar de ser filho? D: HAHAHA foda
mãe, o cara no foguete é jesus? diz:
*HAHAHAHAHA VERDADE
*é que em ingles é kids
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sábado, 5 de dezembro de 2009
Do uso indiscriminado de lápis de olho
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tags: comédia da banalidade, gay, nojinho, odeio, pessoas
Era uma sensação dura, crescer
Eu desejo coisas. Aparentemente a maior ocupação de todas as pessoas que conheço é ganhar (?) a Colheita Feliz. Eu não me sinto inteligente o suficiente para jogar esse interessante aplicativo do orkut, ainda que por duas vezes tenha-o adicionado a meus gadgets. Mas como disse, esse post não é sobre a Colheita Feliz. Decerto, tão importante sistema de fazenda online merece ter um texto reservado inteiramente a si. Eu dizia que desejo coisas.
Eu quero publicar livros, livros bons, livros que farão as pessoas pensarem. Eu quero descobrir coisas, coisas que ninguém mais sabe, coisas imprescindíveis ou coisas inúteis, mas coisas. Eu quero fazer, fazer tudo, fazer nada, fazer ao mesmo tempo, fazer com calma, fazer (notem a conotação pornográfica, aqui). Eu quero viver. Eu quero ser.
(Aqui é o parágrafo em que escrevo "I have a dream", lacrimejo emocionada e fecho a páginas, afinal, esse texto não daria em nada mesmo e eu estou com sono.)
Se você está lendo isso, é porque eu continuei a escrever. E é o que pretendo, continuar, sempre continuar. Vez ou outra, haverá um texto medíocre como esse, mas tenho a esperança de arrancar, não sorrisos e lágrimas, mas emoções de meus leitores. O que sinto com um bom livro ultrapassa a risada de uma piada que já era engraçada quando eu ainda era um feto ou as lágrimas que uma adolescente apaixonada derrama ao se deparar com parágrafos descrevendo os desencontros entre Bella e Edward dois igualmente adolescentes que se amam profundamente. Eu sinto tanto quanto leio como quando de fato sinto. E é isso que quero dar a meus leitores.
Inicia-se uma nova era, eu imagino. Talvez hoje, às 4h20 de 5 de dezembro, eu tenha percebido que mudei muito mais durante esses últimos dois meses do que à meia-noite de 31 de dezembro, quando dizia para mim mesma que tudo iria ser diferente. A passagem dos anos nada muda. Podemos mudar nosso próprio ano quando quisermos. Nossas mudanças acontecem com ações, e tenho agido de modo favorável a elas. Não me sinto melhor ou pior, e essa, talvez, seja a maior mudança. Apenas diferente.
"Sabia descrever a floresta no inverno e a aspereza do muro de um castelo. Mas o que fazer com os sentimentos? Era muito fácil escrever Ela estava triste, ou descrever atos plausíveis de uma pessoa triste, mas o que fazer com a tristeza em si, como exprimi-la de modo que fosse possível senti-la com toda a sua terrível realidade? Mais difícil ainda era a ameaça, ou a confusão de se debater entre sentimentos contraditórios. Com a caneta na mão, olhou para as bonecas de expressão fixa do outro lado do quarto, as companheiras já distanciadas de uma infância que ela considerava extinta. Era uma sensação dura, crescer." Reparação, Ian McEwan
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
2009 foi pra mim:
Nana e Voldie (tanto amor), Edson, Karla e Jonathan (pra variar), Mayara (mais do que nunca), Aline (por increça que parível), Daniela e Daniela, Egla e Vanessa (não poderia deixar de ser).
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tags: amor(es), felicidade é uma escolha, perv, pessoas, random, voldie
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Frei
É chato, tem um trilhão de regras idiotas do tipo não-use-brincos-grandes e você tem que usar um cartão de ponto maldito (que eu perdi incontáveis vezes). Mas vou sentir saudades do "seja feliz" da Dona Corina, dos "recadinhos do coração" da Teacher, das briguinhas de ego com a Dani, das implicâncias com o Rodolfo (e da sua cueca cujos 70% da superfície permanecem expostos), das risadas de longe para a Gabi, dos abraços da Mandy, da simpatia da Fiama, da responsabilidade do Elivelton (sinceramente não sei como se escreve), dos comentários perspicazes do Rafa, do sono do Lucas, da inteligência do Joelson, das piadas do (outro) Lucas, da Bia me zuando, da fofura da Bruninha, do shop-shop (ou chop-chop?) da Mari, da Débora cantando, dos surtos da Egla, dos "posso ir ao banheiro" da Van e de tantas outras pessoas que eu não citei, mas que foram igualmente importantes. Serei falta da impaciência que eu tinha com todo mundo, e dos meus inúmeros "como eu odeio esse curso" e "como eu queria estar em casa". Não faria de novo, hahaha, mas fico feliz de ter feito. Foi um ano letivo importante da minha vida, e tenho certeza que sou uma pessoa melhor do que entrei.
Guys and girls do Inglês H, Ação Social Nossa Senhora de Fátima, thank you so much!
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tags: comédia da banalidade, english, escola, felicidade é uma escolha, fim, photograph
TCC
É a sensação boa de missão cumprida (e que comprida fora a tal missão). É poder cantar we are the champions, my friends e não ter mais dúvida de que nós realmente somos os campeões, não por tirar a maior nota da sala, mas por termos feito o nosso melhor. Eu senti a adrenalina da incerteza enquanto dizia "suas gaydacu, o que importa é que acabou", mas ansiando pelo momento em que ouviria a nota do Trabalho de Conclusão de Curso.
Foram três meses dos mais difíceis de nossas vidas. Eu, que costumava passar os fins de semana (e todos os outros dias dela, diga-se de passagem) de pijama, ao computador, brincando de ser nerd, tive que aprender a passar seis, oito, catorze horas por dia ao computador, mas com outras quatro pessoas ao meu lado, decidindo comigo e fazendo o que precisava ser feito. Tive que aprender que não sou uma líder tão ruim quanto me diziam na quinta série, e que meu egocentrismo pode ajudar alguém inseguro a sorrir. Aprendi que a vida não é só feita de fanfics, mas também de trabalhos encadernados e pesadelos com notas abaixo de seis.
Lembro-me ainda de um dia de junho, em que recebi a notícia de que, não, eu não poderia fazer meu TCC sozinha. Eu era individualista e egocêntrica demais para acreditar que estar com outras pessoas fosse acreditar. Para mim, qualquer pessoa que não fosse eu só atrapalharia o meu brilho no trabalho. É difícil confessar algo assim, mas aprendi a lição. Perguntei às quatro pessoas mais próximas da minha carteira (acredite, foram os únicos motivos para tê-las escolhido) se podíamos formar um grupo, e elas aceitaram. Éramos colegas típicas, com uma delas já tinha quase uma amizade e, apesar da pouca intimidade, não deixei de informar-lhes não de uma vontade, sonho ou propósito, mas de um fato: "não aceito nada menos que 10".
E assim foi feito. Durante algum tempo, as reuniões serviram apenas para nos conhecermos. Eu manipulava tudo para que elas pensassem que estávamos fazendo alguma coisa, quando ficávamos vendo filmes, conversando e ouvindo música. E como era difícil conviver com elas! Daniela Cristiane, um ego quase tão grande quanto o meu, delicioso de ferir (pude entender melhor porque as pessoas fazem certas coisas comigo), a quem eu chamava de fútil e não suportava o gosto literário. Egla, que eu discriminava por falar tanto de homens, por dizer amar um ator que mora a mais de nove mil quilômetros daqui e querer apaziguar tudo, por vezes assim deixando todos mais irritados. Daniela, calma e leal demais, porém de uma desorganização que me deixava possessa, e alguém cuja maleabilidade aliada ao tempo que passava com a (outra) Daniela me faziam louca. Vanessa, divertida, sensata, porém cujo gosto musical eu abominava. Tenho certeza que formávamos um grupo engraçado. Acabamos nos suportando. Tenho certeza que a Daniela Cristiane sentia (e ainda sente) vontade de me matar pelo meu ego grande tantas vezes quantas as que eu sentia (e ainda sinto) vontade de matá-la por ser uma fã de Twilight quase incorrigível. E a Daniela, que aguentava meus chiliques fingindo que eu estava certa, para só depois dizer que não era bem assim, e sabendo que, por mais que eu ouvisse, não concordaria. E essas duas Danielas tornaram-se importantes o suficiente para que eu diga que são minhas BFF. Não que eu não adore Egla e Vanessa com tanta intensidade, mas amor a gente não escolhe.
E depois de algum tempo de brigas, passeios, segredos, loucuras, remédios, pipoca, livros, Juno e Harry Potter, Twilight e Dexter, unhas e cabelos e sobrancelhas, dormir no chão, mandar tomar no cu, tenso e dorgas e seu cu não será perdoado, Queen e Placebo e Muse e Paramore, você é retardada e eu te amo, sofás quebrados, inglês, Naruto e Bleach, Caillou e Brother John, textos, google chrome, noites sem dormir, Mario Prata e literatura brasileira, Audacity 1.3 Beta Unicode e Microsoft Office 2007, café, Invincible e Stand in the rain, é vida, Capricho e Da Folha, hotmail, Mão Feita e Cyanide and Happiness, filosofia barata, Jardim Progresso e Parque América, foda-se, e tantas tantas tantas outras coisas... Éramos amigas.
Alguns meses depois do meu famigerado "não aceito nada menos que 10" (imitado em voz fina pela Egla), fomos os últimos a receber a nota do malditobendito TCC. Os dois melhores trabalhos ficariam na escola. A professora foi deixando o nosso por último, e ficamos com medo. Ouvimos oitos e oito e meios e noves e nove e meios, nenhum dez, nenhum sete. E então, a professora nos chama, sem dizer nossos nomes como dissera o dos outros. Eu olhava fixamente para ela e ela apenas me lançou um olhar para que fôssemos até sua mesa. Ela falou do esquecimento dos números de chamada, o errado de formatação que fez com que os anexos ficassem fora de ordem, a falta de short answers na parte da gramática. A expressão séria. E então, o que nós menos queríamos ouvir, parecendo decepcionada, ela disse "tenho uma boa notícia, e uma não tão boa". A Daniela (Cristiane) prontamente disse "primeiro a ruim".
"A ruim é que o trabalho de vocês vai ficar na escola. E a boa é que vocês tiraram 10, parabéns."
Eu dei um grito que assustou a todos, e nós três (a Vanessa e a Dani tinham faltado) nos abraçamos. Tentei segurar as lágrimas, mas ao ver que era a única que o fazia, deixei que meus olhos lacrimejassem e as enxuguei sem disfarçar. Então havia valido a pena. Fomos o único grupo a tirar 10, o melhor TCC da sala (provavelmente das outras salas também) e agora só precisávamos nos abraçar e comemorar, estava feito. Demos o nosso melhor e recebemos o que merecíamos. Eu não aceitaria nada menos que 10.
E então, os quotes que usei na epígrafe (e que estão por aí nesse post) mostraram-se reais. Nós aceitamos a luta e a vencemos. Éramos invencíveis. E nosso prêmio não fora a nota 10 que teríamos no certificado. Nosso prêmio, nós mesmas fizemos. Nosso prêmio são as duzentas e setenta e oito páginas de suor e lágrimas, sobre a qual construímos uma amizade (quase) bilíngue.
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tags: cult, de bowie, ego, english, escola, felicidade é uma escolha, fim, nerdando, photograph
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Ontem eu:
Convenci minha irmã a terminar O Diário da Princesa logo e ler o melhor livro que tenho e que ela não dormiria lendo (Admirável Mundo Novo); fiz a lista (mental) dos livros que lerei antes da viagem (segue abaixo) e dos que levarei para ler durante a mesma; permaneci apenas por três horas e meia na famigerada Internet, e nesse tempo, fiz coisas úteis (bem, ao menos mais úteis que orkut) como ler blogs, baixar Fight Club por duas vezes (a primeira estava dublado em espanhol) e fazer pesquisas meio bestas); assisti a um episódio de House (1x05), que não sabia que havia pulado da outra vez que tentei assistir à primeira temporada (e era um episódio muito bom e com muito Hilson, aliás); li quase cem páginas de Reparação, sem sequer perceber -- pensei comigo mesma, "lerei só até dar 4h30, mas quando olhei no relógio, já eram 5h40 e minha mãe já estava saindo para o trabalho; dormi sem ter pesadelos sobre amigas fazendo voodoos para mim (como aconteceu na noite anterior).
Lerei antes da viagem, nessa ordem (isso é, se eu conseguir lê-los em 19 dias):
- Orgulho e Preconceito, Jane Austen
- Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley
- O Processo, Franz Kafka
- O Grande Gastby, F. Scott Fitzgeral
Enfim, estou empolgada com a simplicidade das coisas que venho fazendo. Tudo muito fácil e bom. Dificilmente ficaria melhor.
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tags: blog, comédia da banalidade, cult, de bowie, família, felicidade é uma escolha, listas, livros
Leia. Afinal, você não está fazendo nada mesmo.
Em Hoje é um Bom Dia. Ri muito:
"No comecinho dos anos 90, quando microondas começaram a se popularizar no Brasil, havia um medo irracional de que não se podia abrir a porta do microondas antes do timer apitar, porque você seria cozinhado vivo pela radiação eletromagnética do aparelho.
Hoje todos sabemos que isso é mentira porque o magnetron se desliga imediatamente assim que você abre a porta; imaginar que haveria alguma radiação quando você abre a porta é como esperar que após apagar a luz do quarto, ele permaneça iluminado por alguns segundos.
Por causa da crendice, até hoje eu tenho mania de esperar alguns segundos após o timer do microondas antes de abrir a porta, presumivelmente esperando que as microondas se dissipem. E o pior, eu era estudante de bacharelado em Física no Brasil."
Nota mental: Imprimir essa postagem e mostrar para o professor Cláudio. Aliás, saudades dele. Se eu passar na ETEC vai ser triste não ter mais aula com ele.
Aliás, domingo é a prova da ETEC. Não estou ansiosa/nervosa/cagando nas calças/coisa do gênero. Mas a obrigação de passar anda me assombrando. Eu já enfiei na minha cabeça que ano que vem minha rotina será (dormir na) escola - pc/livro/dormir/estudar - ETEC - pc/dormir, e se algo der errado, ela toda muda. Se eu não passar no vestibulinho, provavelmente passarei no Frei (partindo do princípio que a prova do Frei foi muito fácil e minhas condições sócio-econômicas não me excluiriam), então se tiver que usar da segunda opção, viverei a seguinte inconcebível rotina: Frei - pc/livro/dormir/estudar - (dormir na) escola - pc/dormir. Seria uma droga. Estou com medinho. Principalmente porque de manhã eu não renderei nada, não serei a melhor aluna foda, e... ARGH, OS NERDS DO FREI SÃO PÉSSIMOS, POXA.
E fora que minha perspectiva de estágio depois da ETEC, pelo eu pesquisei, seria bem melhor.
Mas enfim, se eu realmente estivesse preocupada, estaria estudando e não reclamando/postando. Vou desligar o computador e ler Reparação que ganho mais. Yay.
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tags: blog, comédia da banalidade, livros, quotes
Reparação
"E a escuridão não era nada -- não era uma subtância, não era uma presença, não era nada mais do que a ausência de luz."
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Talvez...
"- Não teria importância se eu estivesse cansado da guerra, Uther, pois Deus escolheu, em sua sabedoria, mandar-me a guerra durante toda a minha vida, e portanto assim será, de acordo com sua vontade." As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley
(nem estou lendo esse livro, mas enfim)
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tags: lembranças, livros, quotes
My own private
Não entendo quando as pessoas relacionam liberdade com uma mochila nas costas, alguns quilômetros percorridos e mais alguns a percorrer. Para mim, liberdade é estar aonde eu quero, na hora que eu quero, fazendo o que eu quero. Ok, pode ser que a maioria das pessoas gostaria de estar viajando sem rumo por aí, mas eu definitivamente não. Seria divertido, eu admito, e por isso chamo de diversão/aventura e não de liberdade. Minha liberdade eu tenho todo dia, quando chego em casa, posso usar meu pijama velho, ouvir e cantar Placebo no volume máximo, depois sair e assistir algum seriado no dvd, e depois ler até cair no sono. Isso é a minha liberdade.
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tags: comédia da banalidade, de bowie, felicidade é uma escolha
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Não, não fuja não, finja que agora eu era o seu brinquedo
Seria estúpido demais perder uma guerra contra si mesmo. Minha cabeça não pára de doer. Faço cada vez menos sentido. Às vezes penso estar apaixonada, às vezes não importa muito. Há segredos que quero dividir, mas não agora. Sinto medo, odeio isso. Meu pai definitivamente não me conhece, e nem quer. Não importa.
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tags: comédia da banalidade, ego
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Black Market Blood
A face dissipada que mastigou o tempo, pode ainda ouví-la chamando, ao som da sinfonia desafinada de seus próprios passos, enquanto prepara-se para a inundação. O sangue está por vir, e a alma e a lama, escorregadios entre todas as ilusões, pois dentro de sua mente insana está chovendo. Esqueça-me, esse é só o mercado negro de corpos, onde apenas somos livres para controlá-los, quase que de fora, e já estão tentando ir embora. E as mãos de algo com olhos negros te esfriam, como quem quer aquecer, e te embalam ao som de canções de ninar doentias. Ouve um grito, descubro que tudo isso sou eu, se pergunta quando foi que me perdeu.postado por Brenda às 05:16 1 comentários Links para esta postagem
tags: dor(es), ego, loucura, obsessões, placebo, poesia (e/ou) prosa, tom, vazio, vícios
Chuva
Está chovendo forte. Um raio cai perigosamente perto de mim e eu me abrigo, sob uma árvore.
Poderia ser uma boa metáfora de um bom escritor, mas é apenas minha verdade. Sim, é uma metáfora (péssima, aliás), para dizer – tentando ser sutil – que estava tudo desmoronando e eu, tentando me proteger, me pus em um risco maior.
Fecho os olhos para não ver o que acontece com os outros, e perco-me em meu próprio desespero. Um relâmpago faz o negro de minhas pálpebras incadeiar-se, mas não vejo isso como um sinal. Desejo que fosse apenas um prelúdio de salvação, que apenas quisesse mostrar que a luz do sol em breve me aqueceria.
Mas nada era mais do que já fora um dia. Tantas vezes vi esse mesmo aviso, esse mesmo vermelho, e tudo o que eu sempre quisera passou por mim em um instante. Sangue, suor e lágrimas. O vazio me preenche como nada mais o faz. Desistir seria belo, quase nobre, mas numa guerra contra si mesmo, perder seria demasiado ridículo.
Eu era apenas um pedaço de alma sob a chuva, um segundo e então mais nada.
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tags: dor(es), poesia (e/ou) prosa, tom, vazio, vícios
domingo, 22 de novembro de 2009
A. ou M.,
Apagar o passado, construir um novo amanhã... quantas vezes já não fizemos isso? Tão diferentes, partilhando das mesmas dores, brigando e lutando por ideais ridículos, tanto meus quanto seus, e já nem sabemos quais são os de cada uma.
No fim, talvez eu faça tudo isso porque, sem as brigas, o que seríamos? Apenas um amontoado de euteamos em letras rosa e cinza, um "eu quero te ver" e depois um "aguenta firme". Não é amizade, assim, e as brigas tampouco o são, mas existe um singelo abismo entre essas coisas.
Às vezes eu te odeio, mas às vezes, preciso dizer que te amo.
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tags: amor(es), comédia da banalidade, dor(es), erros, loucura, pessoas
sábado, 21 de novembro de 2009
Centrefolds
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tags: amor(es), obsessões, photograph, placebo
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Sheldon sabe das coisas
Temos que ser nutridos, expelir excrementos e respirar para nossas células não morrerem. Todo o resto é opcional.
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domingo, 15 de novembro de 2009
RS
Estou me sentindo I-N-Ú-T-I-L. Eu não consigo sequer manter uma amizade, meus defeitos estão sobrepondo minhas qualidades, não me controlo há semanas, não escrevo, não leio, minha cabeça está me matando, só quero dormir e dormir e dormir, sou uma idiota com minhas amigas, a apresentação do TCC é terça e eu ainda não sei o que vou falar, perdi dois amigos, meu cabelo está uma droga, estão tocando forró na frente da minha casa, este post está uma droga...
Lady Murphy, me esquece um pouco, tá?
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tags: shit
domingo, 8 de novembro de 2009
Make love with the lights on
And I've tried not to distroy you baby
Even though we both know I can
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Call me Masuka
Masuka. He's chosen the role of court jester, now we only like him when he's making us laugh. Still, there's something to be said for being a character actor: the lead players with all those emotions... must be exhausting.
Me chame de Masuka, porque eu entrei no seriado pela cota pra comediantes orientais.
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Dexter
Não vou me demorar falando sobre o quão viciante é esse seriado - mais que Lost, believe me -, nem o quanto é genial. Não vou falar que o protagonista é o personagem mais foda e bem caracterizado que já tive o prazer de assistir - imaginem o quão complicado deve ser escrever um roteiro pensando nas ações, pensamentos, "sentimentos" e relacionamentos de um psicopata -, além de o ator que o interpreta ser gostoso pra caralho (vide imagem acima) e que tenha base canon o suficiente pra pensar em incest sem pudores (vide imagem abaixo).
Comecei a assistir na quarta-feira 28, e hoje já estou no 5º episódio da 3º temporada. Tudo bem, são só 12 episódios de 50 minutos por temporada, mas ainda assim, foi meu recorde em seriados. Gosto da Rita - que a maioria do povo acha chata pra caralho - por ter se mostrado mais forte a cada temporada; amo Astor e Cody, especialmente o Cody porque "You're gonna have a new little brother or little sister to play with" "which one?" "which one would you like?" "a puppy"; a Debra por xingar como um marinheiro velho, por ser inteligente pra caramba e ter um jeito peculiar de mostrar afeto, haha; a Maria por ser leal demais; o Angel por ser simplesmente um amorzinho; Brian por "Dexter, don't leeeeeave me!" "Biiiiiiinney"; e o Dexter por ser... o Dexter.
Enfim, série fodona que tô indicando pra todo mundo. Encho o saco mesmo. 8D
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Gravedigger
Cyrus Jones 1810 to 1913
Made his great granchildren believe
You could live to a hundred and three
A hundred and three is forever when you're just a little kid
So Cyrus Jones lived forever
(...)
Muriel Stonewall
1903 to 1954
She lost both of her babies in the second great war
Now you should never have to watch
Your only children lowered in the ground
I mean you should never have to bury your own babies
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Meninos e meninas
Acabo de ter o diálogo mais estranho que alguém pode ter com sua mãe.
- Brenda, você já transou?
- Q noes mano.
- Nem com menino nem com menina?
- O________________O nnnnn
- Mas todas as meninas dessa idade já transaram.
- Tá me estranhando? u_u
- Todas suas amigas são puras, então?
- rs
Só tenho uma coisa a dizer: tenho medo.
Mães: aceitando a bissexualidade como ninguém mais.
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tags: comédia da banalidade, de bowie, euri, gay, mãe
Eu não sou boa em trabalho em grupo,
mas esse vídeo me faz querer ser.
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tags: de bowie, felicidade é uma escolha, music, videos
O tempo
Como não tenho nada melhor para falar sobre nesse blog, e já estava cansando dos posts minúsculos, ou com quotes/fotos/vídeos, dissertarei sobre ele.
Eu moro em São Paulo. Todos nós, paulistas, de uma forma ou de outra estamos acostumados com as mudanças repentinas do tempo. Usamos casaco de guarda-chuva de manhã, regata à tarde e casaco à noite. Mas algo a que não estamos acostumados - bem, ao menos eu e as pessoas com quem convivo não estão - é o calor excessivo. Tarde ensolarada, céu limpo e sol à pino. Mais de trinta graus celsius, e o calor paira entre nós como uma espécie de tensão. Você não precisa comentar, todos sabem o que você está pensando. "Que calor infernal" é uma frase que não precisa ser dita, ela é sentida o tempo inteiro, por todos.
E o calor interfere nas relações interpessoais, também. Ninguém se abraça ou chega muito perto do outro, porque está calor demais até para respirar em paz. E o suor... ninguém repara que você está feio, todos estão. Tempos difíceis, e ainda estamos na primavera. Temo pelo que o verão pernambucano me reserva.
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sábado, 31 de outubro de 2009
Uke com uke dá amizade

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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Fé nenhuma
"Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia."
Caio Fernando Abreu
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
I love you more than I love me, and this is too much
Reflections of a skyline
And I wanna play hide and seek, give you my clothes, tell you I love your shoes, sit on the steps when you take a bath, and massage your neck, and kiss your face, and hold your hand and go for a walk. Not mind when you eat my food, and meet you at Rudy's and talk about the day. Talk about your day and laugh at your paranoia. Give you tapes you don't listen to, watch great films... watch terrible films. And tell you about the TV program I saw the night before, and not laugh at your jokes. Want you in the morning, but let you sleep for awhile. Tell you how much I love your eyes, your lips, your neck. Sit on the steps smoking 'til your neighbors come home. Sit on the steps smoking 'til you come home. And worry when you're late, and be amazed when you're early. I'd give you sunflowers and go to your party and dance. Be sorry when I'm wrong and happy when you forgive me. Look at your photo's and wish I'd known you forever. Hear your voice in my ear, feel your skin on my skin. And get scared when you're angry. I tell you you're gorgeous. And hug you when you're anxious and hold you when you're hurt and want you when I smell you and offend you when I touch you and whimper when I'm next to you, and whimper when I'm not. Smother you in the night and get cold when you take the blanket and hot when you don't. Melt when you smile, dissolve when you laugh. But not understand how you think I'm rejecting you when I'm not rejecting you and wonder how you could think.
I'd ever reject you. And wonder who you are. But I accept you anyway. And tell you about the tree angel and enchanted forest boy who flew across the ocean because he loved you. I'd buy you presents you don't want and take them away again and ask you to marry me and you say no again but keep on asking because though you think I don't mean it but I always have from the first time I asked you. I wander the city thinking, but I'm empty without you, but I want what you want and think I'm losing myself.
But I'll tell you the worst me and try and give you the best of me because you don't deserve any less. Answer your questions when I'd rather not. And tell you the truth when I really don't want to. And try to be honest because I knew you prefer it. And think it's all over but hang on for just ten more minutes before you throw me out of your life, forget who I am. And let me try and get closer you.
... And somehow communicate some of the over-whelming, undying, overpowering, unconditional, all-encompassing, heart-enriching, mind-expanding, ongoing, never-ending love I have for you.
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sábado, 24 de outubro de 2009
Prague
I could wait for you
Like that hole in your boot waiting to be fixed
I could wait for you
Três.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Lolita, parte 2, capítulo 32 escreveu:
Nesse instante, a faca escorregou da mesa e seu cabo de prata atingiu-lhe por acaso o tornozelo, fazendo com que ela abrisse a boca com um ar de espanto e se abaixasse, atirando a cabeça para frente; depois, pulando num pé só, o rosto contorcido na careta preparatória que fazem as crianças até jorrarem as lágrimas, disparou para a cozinha -- logo seguida e consolada por Avis, que tinha um papai gordo, rosado e carinhoso, e um irmãozinho rechonchudo, e uma irmãzinha recém-nascida, e um lar, e dois cachorros saltitantes, enquanto Lolita não tinha nada.
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
A rebel with a heart of gold
zero é meu número favorito. mentira, mas é o que mais está presente em tudo. tudo são zeros aqui.
um dia você entenderá que eu não sou o que você quer que eu seja, e que o que quer que eu faça, é sempre uma vergonha. vou te decepcionar e você sabe disso. não precisa mais acreditar em mim.
dois é o número de batidas que meu coração dá por segundo. às vezes penso que estou morrendo, e então tomo fôlego e digo que é a última vez. nunca é.
três vezes eu quis voltar, três vezes quis desistir. mas não é como se eu realmente quisesse. e não é fácil. você deveria me perdoar por alguns enganos banais como esse.
quatro dezenas, ou um pouco menos. seria bom. dúzias também serviriam, de fato.
cinco dias foi o meu máximo.
seis é um número muito melhor do que eu e qualquer pessoa. vire-me de ponta-cabeça e duvido muito que valerei cinquenta porcento mais que o meu valor normal.
sete vezes sete vezes sete foi o número de vezes em que menti. é só pra ser gentil, pra me salvar e etc. não digo que é nobre, e nem essa é a intenção. você é a verdade, não eu. não estou sendo sarcástica quando digo que você (ou o resto do mundo, tanto faz) é idiota. em todo o resto, estou.
oito deitado e posso tocar o infinito. simples assim.
setenta e dois passos longe de você.
é tudo uma tentativa imbecil de ser profunda, rs.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Ler devia ser proibido
Ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas.
Redescobrindo o prazer da leitura.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
The point of no return
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tags: poesia (e/ou) prosa, poetizando, tom
domingo, 4 de outubro de 2009
Lista #2 - Livros
100 livros para ver antes de morrer 2012
1. Ilíada, Homero.
2. Odisséia, Homero
3. Hamlet, William Shakespeare
4. Dom Quixote, Miguel de Cervantes
5. A Divina Comédia, Dante Alighieri
6. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust
7. Ulysses, James Joyce
8. Guerra e Paz, Leon Tolstoi
9. Crime e Castigo, Dostoiévski
10. Ensaios, Michel de Montaigne
11. Édipo Rei, Sófocles
12. Otelo, William Shakespeare
13. Madame Bovary, Gustave Flaubert
14. Fausto, Goethe
15. O Processo, Franz Kafka
16. Doutor Fausto, Thomas Mann
17. As Flores do Mal, Charles Baldelaire
18. Som e a Fúria, William Faulkner
19. A Terra Desolada, T.S. Eliot
20. Teogonia, Hesíodo
21. As Metamorfoses, Ovídio
22. O Vermelho e o Negro, Stendhal
23. O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald
24. Uma Estação No Inferno, Arthur Rimbaud
25. Os Miseráveis, Victor Hugo
26. O Estrangeiro, Albert Camus
27. Medéia, Eurípedes
28. A Eneida, Virgilio
29. Noite de Reis, William Shakespeare
30. Adeus às Armas, Ernest Hemingway
31. Coração das Trevas, Joseph Conrad
32. Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley
33. Mrs. Dalloway, Virgínia Woolf
34. Moby Dick, Herman Melville
35. Histórias Extraordinárias, Edgar Allan Poe
36. A Comédia Humana, Balzac
37. Grandes Esperanças, Charles Dickens
38. O Homem sem Qualidades, Robert Musil
39. As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
40. Finnegans Wake, James Joyce
41. Os Lusíadas, Luís de Camões
42. Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas
43. Retrato de uma Senhora, Henry James
44. Decameron, Boccaccio
45. Esperando Godot, Samuel Beckett
46. 1984, George Orwell
47. Galileu Galilei, Bertold Brecht
48. Os Cantos de Maldoror, Lautréamont
49. A Tarde de um Fauno, Mallarmé
50. Lolita, Vladimir Nabokov (lido)
51. Tartufo, Molière
52. As Três Irmãs, Anton Tchekov
53. O Livro das Mil e uma Noites
54. Don Juan, Tirso de Molina
55. Mensagem, Fernando Pessoa
56. Paraíso Perdido, John Milton
57. Robinson Crusoé, Daniel Defoe
58. Os Moedeiros Falsos, André Gide
59. Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
60. Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
61. Seis Personagens em Busca de um Autor, Luigi Pirandello
62. Alice in Wonderland, Lewis Caroll (read)
63. A Náusea, Jean-Paul Sartre
64. A Consciência de Zeno, Italo Svevo
65. A Longa Jornada Adentro, Eugene O’Neill
66. A Condição Humana, André Malraux
67. Os Cantos, Ezra Pound
68. Canções da Inocência/ Canções do Exílio, William Blake
69. Um Bonde Chamado Desejo, Teneessee Williams
70. Ficções, Jorge Luis Borges
71. O Rinoceronte, Eugène Ionesco
72. A Morte de Virgilio, Herman Broch
73. As Folhas da Relva, Walt Whitman
74. Deserto dos Tártaros, Dino Buzzati
75. Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez
76. Viagem ao Fim da Noite, Louis-Ferdinand Céline
77. A Ilustre Casa de Ramires, Eça de Queirós
78. Jogo da Amarelinha, Julio Cortazar
79. As Vinhas da Ira, John Steinbeck
80. Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar
81. O Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger
82. Huckleberry Finn, Mark Twain
83. Contos de Hans Christian Andersen
84. O Leopardo, Tomaso di Lampedusa
85. Vida e Opiniões do Cavaleiro Tristram Shandy, Laurence Sterne
86. Passagem para a Índia, E.M. Forster
87. Orgulho e Preconceito, Jane Austen (lendo)
88. Trópico de Câncer, Henry Miller
89. Pais e Filhos, Ivan Turgueniev
90. O Náufrago, Thomas Bernhard
91. A Epopéia de Gilgamesh
92. O Mahabharata
93. As Cidades Invisíveis, Italo Calvino
94. On the Road, Jack Kerouac
95. O Lobo da Estepe, Hermann Hesse
96. Complexo de Portnoy, Philip Roth
97. Reparação, Ian MacEwan (lido)
98. Desonra, J.M. Coetzee
99. As Irmãs Makioka, Junichiro Tanizaki
100 Pedro Páramo, Juan Rulfo
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